A ligação de borracha a um substrato pode ter apresentar pelo menos duas finalidades:
O tipo de processo a seguir para obter uma boa força de adesão entre um composto de borracha e um substrato pode resumir-se como se mostra na Figura 3. Tudo depende, em maior grau, do tipo de substrato que se pretende ligar com a borracha. Para a ligação de borracha a materiais metálicos ou materiais plásticos, normalmente a maior parte de todo o trabalho reside na preparação do substrato metálico ou plástico; o composto de borracha não contém, por regra, componentes especiais (Promotores de Adesão) e a ligação entre os dois materiais consuma-se na vulcanização.

Figura 3 – Sequências em processos de adesão de borracha a substratos
Quando se trata de ligar borracha a fios, cabos, telas ou cords têxteis ou metálicos, estes substratos não sofrem, correntemente, tratamentos especiais, com excepção do aço que é normalmente já fornecido com a superfície revestida com latão. Neste caso, o composto de borracha deve possuir Promotores de Adesão, que podem, conforme os casos, isocianatos, um sistema RFS ou sais de cobalto. Para a ligação de borracha a materiais têxteis são geralmente utilizados isocianatos e o sistema RFS; para o aço latonado, é utilizado geralmente um sal de cobalto.
Quando se trata de ligar borracha a fios, cabos, telas ou cords têxteis que foram previamente tratados com banhos de aderisagem RFL (resorcina-formaldeído-látex), a inclusão no composto de borracha de Promotores de Adesão (normalmente um sistema RFS) depende dos valores de adesão a obter. Os valores de adesão são francamente melhores neste última situação.
