A dispersão dos carbonatos de magnésio na borracha é difícil, devido à sua baixa densidade, especialmente se a mistura for executada em misturadores abertos. Esta mesma dificuldade existe com outros tipos de cargas, como a sílica precipitada. O carbonato de magnésio confere às misturas não vulcanizadas uma certa rigidez. As suas propriedades reforçantes são boas, se utilizado até 10% em volume. Proporcionam boa tensão de rotura, resistência ao rasgo e à abrasão.
Os vulcanizados com carga de carbonato de magnésio apresentam dureza elevada e uma grande deformação residual por compressão. Apresentam melhores propriedades de inchamento que outras misturas contendo outros tipos de cargas como caulino, barita, óxido de zinco, cré ou mesmo negro de carbono.
Os carbonatos de magnésio são particularmente interessantes como carga reforçante de compostos com base em borracha de policloropreno.
Permite, como foi dito, obter vulcanizados transparentes (o seu índice de refracção é muito próximo do da borracha), mas o seu poder de pigmentação é muito fraco. A tendência é de o substituir por sílicas precipitadas, que não são somente mais reforçantes, mas os vulcanizados permanecem transparentes mesmo depois de deformados (por tracção ou mesmo uma simples dobragem), o que não acontece com os vulcanizados que contêm carbonato de magnésio. É que a interacção entre as partículas de sílica e o polímero são bem mais fortes do que a que existe entre as partículas de carbonato de magnésio e o polímero.
Os carbonatos de magnésio hidratados são também utilizados com agentes retardadores de chama e supressores de fumos.
Os carbonatos de magnésio do tipo pesado são menos reforçantes, pois apresentam partículas com maior dimensão. Por este facto apresentam menos interesse para a Indústria da Borracha.
