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Os pneus para velocípedes simples (bicicletas) constituíram a segunda aplicação do invento de R.W. Thompson (vimos que a primeira foi em carruagens puxadas por cavalos), mas depois de aperfeiçoadas por J. B. Dunlop. Estruturas bem mais simples do que aquelas que constituem os pneus para veículos automóveis de todos os tipos, têm sido aperfeiçoadas nas últimas décadas, tendo em vista satisfazer os mais diversos requisitos na sua utilização: pneus de competição, pneus híbridos, pneus para montanha, pneus para ciclocross, pneus para utilização urbana, pneus para trial e pneus para BMX. Evoluíram também os materiais utilizados na confecção da carcaça e na qualidade das borrachas.
A Figura 29 mostra uma secção de um moderno pneu de bicicleta de construção diagonal. A introdução de um elemento contra perfurações – neste caso apenas na área do piso, é um factor novo em comparação com as construções clássicas.

Figura 29 – Secção de um pneu de bicicleta Maxxis de construção diagonal
Cortesia de Maxxis International, Taipei, Taiwan
A Figura 30 mostra uma secção de um moderno pneu de bicicleta de construção radial. A introdução de um elemento contra perfurações – neste caso envolvendo toda a carcaça, de talão a talão, é também um factor novo, em comparação com as construções clássicas.

Figura 30 – Secção de um pneu de bicicleta Maxxis de construção radial
Cortesia de Maxxis International, Taipei, Taiwan
A estrutura de um pneu de construção típica para velocípedes simples compõe-se de talão em arame de aço (nalguns tipos de pneus o aço é substituído por cabos de poliaramida ou por fibras de carbono), uma carcaça, constituída por uma ou duas telas de tecido cord (algodão, rayon, nylon ou poliéster) (construção diagonal ou radial) e por uma camada de borracha de qualidade adequada, que desempenha as funções de protecção da parede lateral e de banda de rodagem (piso). Muitas vezes é utilizada uma base de borracha que abrange as paredes laterais e o piso, mas na zona do piso é sobreposta uma melhor qualidade de borracha do ponto de vista de abrasão. Nalguns tipos de pneus são utilizados componentes anti-perfuração (como é o caso dos pneus mostrados nas Figuras 29 e 30), que pode ser uma cinta em poliaramida, uma camada de um material compósito com poliaramida, ou uma ou mais cintas em nylon ou uma camada em tela de seda natural, de talão a talão. Tiras de materiais anti-perfuração e de materiais vedantes podem também ser utilizados entre a parede interna do pneu e a câmara-de-ar.
Nos pneus do tipo tubular (sew-ups, sprints ou boyaux) não existem talões; a estrutura do pneu envolve a câmara-de-ar e é depois cosida. Este tipo de pneus utiliza jantes de tipo especial (sprint rims); a fixação do tubular à jante é efectuada por meio de um adesivo. A Figura 31 mostra uma secção de um pneu tubular.

Figura 31 – Secção de um pneu de bicicleta Maxxis de construção tubular
Cortesia de Maxxis International, Taipei, Taiwan
Actualmente existem também pneus para velocípedes simples do tipo tubeless (Figura 32). Este tipo de pneus utiliza também jantes de configuração especial.

Figura 32 – Secção de um pneu de bicicleta Maxxis tubeless
Cortesia de Maxxis International, Taipei, Taiwan
