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Existem três tipos básicos de jantes:
Jantes para pneus com talões (clincher tyres)
A norma ISO 5775-2:1996 — Bicycle tyres and rims — Part 2: Rims define três tipos de jantes para pneus com talões:

Figura 40 – Secção de uma jante do tipo SS

Figura 41 – Secção de uma jante do tipo C

Figura 42 – Secção de uma jante do tipo HB
Existem outros tipos de jantes para pneus com talão, como se mostra na Figura 43. A jante Westwood foi desenvolvida em 1891 e ainda é utilizada nalguns países asiáticos e africanos. A jante do Endrick, desenvolvida pela Dunlop foi muito popular entre os anos 1930 e 1950; actualmente tem uma utilização muito reduzida.

Figura 43 – Outros tipos de secções de jantes para pneus com talão
Jantes para pneus sem talões (pneus tubulares – tubular tyres)
Como vimos, os pneus tubulares não possuem talões; a sua fixação à jante – de tipo especial, é efectuada com o recurso a materiais adesivos especiais. As jantes são do tipo mostrado na Figura 44.

Figura 44 – Secções de alguns tipos de jantes para pneus tubulares
Jantes para pneus tubeless (tubeless tyres)
O sistema de pneus tubeless foram, como já referimos, desenvolvidos em 1903 por P. W. Litchfield, da empresa americana Goodyear Tire Company, que patenteou o invento. Todavia, somente a partir de 1954 a tecnologia foi aplicada a pneus para veículos automóveis e motociclos.
Esta tecnologia somente foi aplicada em pneus para velocípedes simples a partir de 1999. O sistema então desenvolvido é o designado Sistema Universal Tubeless, abreviadamente UST, desenvolvido pelas empresas francesas Mavic, Michelin e Hutchinson e destinava-se a pneus para bicicletas tipo montanha (imagem A da Figura 45).

Figura 45 – Secções de alguns tipos de jantes: sistema UTS e outros tipos de montagem e de jantes tubeless
Em 2006, as empresas japonesa Shimano e francesa Hutchinson desenvolveram um novo sistema tubeless para pneus para utilizações mais gerais.
Um pneu tubeless exige uma jante que proporcione uma vedação adequada. Muitas vezes são utilizados materiais de vedação, na base do pneu (imagem B da Figura 45). Por outro lado, a parede interior do pneu deve possuir um forro (inner liner) em borracha de qualidade especial (borracha butílica halogenada) (imagens A e B da Figura 45), tal como acontece noutros tipos de pneus para veículos automóveis.
As jantes são construídas com diversos tipos de materiais, sendo os mais correntes o aço (aço ao carbono), aço inoxidável, ligas de alumínio (sendo muito utilizada a liga 6061, a qual contém 0,8 a 1,2% de magnésio e 0,4 a 0,8% de silício), ligas de magnésio, fibra de carbono e matérias plásticas, tais como acrilonitrilo butadieno estireno (ABS), polipropileno (PP), poliamida (nylon 6.6), cloreto de polivinilo (PVC) e compósitos do tipo FRP (fibre reinforced plastics), com fibras de vidro, carbono ou poliaramida. O tipo de material a utilizar depende do tipo de utilização da bicicleta e do seu preço de custo.
