O óleo de resina é uma substância líquida, viscosa, com cor variável entre o amarelo claro e o acastanhado. É uma mistura de turpentina com resina colofónia. A turpentina tem uma composição complexa, variável com a espécie de conífera que lhe deu origem, mas basicamente é uma mistura de vários terpenos isómeros, de composição C10H16, com larga proporção de α–pineno (75 a 85%), β–pineno (cerca de 3%), canfeno (4 a 15%), dipenteno (5 a 15%) e quantidades menores de outros terpenos (3-careno e tricicleno) (são hidrocarbonetos monoterpénicos cíclicos).
O óleo de resina é obtido por destilação destrutiva da resina de colofónia. A adição à resina de colofónia de 5% de um óleo mineral parafínico proporciona a obtenção de um óleo de resina com a cor mais clara. No processo de destilação são recolhidas várias fracções. A que corresponde a um óleo de resina de melhor qualidade é a segunda fracção, depois de destilada a fracção mais volátil, constituída principalmente por pinolina (pode ser utilizada como solvente). As fracções seguintes são constituídas por óleos de resina de qualidade inferior, de cor azulada ou esverdeada. Finalmente resulta um material residual tipo piche.
Não existindo grandes cuidados na separação das fracções destiladas, a variabilidade de qualidade do óleo de resina é um factor a ter também em conta na sua utilização e, em especial, quando se muda a fonte de fornecimento.
Muitos utilizadores de óleo de resina, na intenção de utilizarem uma matéria-prima de qualidade mais uniforme, substituem o óleo de resina por uma mistura de resina colofónia com óleo nafténico (50% de cada), previamente preparada num pequeno tanque metálico (de aço inoxidável, por exemplo), munido de sistema de aquecimento e agitador. De resto, existem empresas fabricantes de matérias-primas que produzem este tipo de material.
O óleo de resina combina as funcionalidades de plastificante e de agente de pegajosidade e é compatível com borracha natural (NR), poliisopreno (IR), estireno butadieno (SBR) e policloropreno (CR).
Propriedades típicas de óleos de resina são mostradas no Quadro 6.
| Quadro 6 – Propriedades típicas de óleo de resina | ||||
|---|---|---|---|---|
| Aspecto | Líquido viscoso | Líquido viscoso cor âmbar | – | Líquido viscoso cor âmbar |
| Densidade | 0,98 | 0,98 – 1,01 | 1,03 | 0,985 |
| Índice de acidez | 20 – 40 | 65 – 85 | 80 – 130 | 105 – 114 |
| Cor Gardner | Máx. 12 | – | – | – |
| Índice de saponificação | 50 – 60 | – | – | 114 – 120 |
| Viscosidade (Gardner tube) | – | Z2 – Z6 | – | – |
| Viscosidade Saybolt Universal, a 100ºC, segundos | – | – | 150 – 1000 | – |
| Humidade | – | Máx. 1% | – | – |
| Matérias Voláteis, a 250ºC, % | – | – | – | 6,5 – 13,0 |
| Ponto de ebulição, ºC | – | – | – | ≈ 300 |
| Ponto de fulgor, ºC | – | – | – | 180 |
Em relação aos derivados resinosos em Portugal, o relatório da FAO relativo a 1995, refere:
Portugal accounts for the greater part of world trade in gum turpentine but volumes have decreased in recent years as a result of falling resin production. The estimate of 16,000 tonnes for Portuguese turpentine production given in Table 12 (1987-89 data) needs to be revised downwards by a significant amount to reflect current levels. Only around 20,000 tonnes of resin was produced in 1993, equivalent to about 4,000 tonnes of turpentine, although this is forecast to rise to 25-30,000 tonnes of resin in the 1994 crop year.
The decline in resin production in Portugal has been brought about by increasing labour costs and a growing unwillingness of people to undertake the arduous task of tapping pine trees.”
Infelizmente é um facto que nas últimas quatro décadas temos vindo a abandonar a Agricultura e a Floresta. E o mesmo se passa, lamentavelmente, noutros domínios!
