O óleo castor, também designado em Portugal por óleo de rícino e no Brasil por óleo de mamona, é extraído, como se disse, das sementes do arbusto Ricinus communis, de nome comum mamoneiro, as quais rendem cerca de 50% de óleo.
O óleo é constituído basicamente por ácido ricinoleico (C18H34O3) – 80 a 95%; os restantes 20 a 5% são constituídos por vários ácidos gordos, tais como o ácido oleico (C18H34O2), ácido linoleico (C18H32O2), ácido esteárico (C18H36O2) e ácido palmítico (C16H32O2) e pequenas quantidades de outros ácidos gordos.
É um líquido incolor ou levemente amarelado, viscoso, de cheiro característico. No Quadro 4 apresentam-se as propriedades de dois tipos de óleo castor.
| Quadro 4 – Propriedades típicas de óleos castor | ||
|---|---|---|
| Propriedade | Óleo Castor I | Óleo Castor II |
| Densidade (20ºC) | 0,952 – 0,965 | 0,954 – 0,960 |
| Cor | Incolor | Lovibond: Y 2,2; R 0,3 |
| Índice de iodo | 82 – 90 | 83 – 88 |
| Índice de saponificação | 176 – 187 | 176 – 182 |
| Índice de acidez | 2,0 | 4,0 |
| Índice de hidroxilo | Mín. 150 | 160 – 168 |
| Humidade, Máx. % | 0,30 | 0,5 |
| Índice de refracção | 1,4770 – 1,4810 | 1,4700 – 1,4740 |
| Ponto de fulgor, ºC (closed cup) | > 300 | 229 |
| Ponto de ebulição, ºC | 313 | 313 |
| Temperatura de auto-ignição, ºC | – | 448 |
| Viscosidade, cP | 986 (20ºC) | 521 (28ºC) |
O óleo castor é principalmente utilizado na Indústria da Borracha na formulação de sacos para vulcanização de pneus, baseados em borracha de isobutileno isopreno (IIR) e de etileno propileno dieno (EPDM); a sua migração para a superfície (bleeding out) facilita a desmoldagem do pneu vulcanizado.
