De acordo com a norma NP ISO 1382, uma carga é um “ingrediente de composição sólida, normalmente adicionado, em quantidades relativas grandes, às composições de borracha ou de látex por razões técnicas ou económicas”.
Com efeito, as cargas adicionam-se à borracha por duas razões principais:
A carga ideal será aquela que possua um baixo preço, que possa ser utilizada em grandes quantidades (em relação ao peso de polímero) e que comunique aos vulcanizados boas propriedades de resistência e que conservem a sua elasticidade. Estamos longe de atingir tal situação, como indica o elevado número de cargas actualmente utilizadas.
Existem diversas formas para classificar as cargas para borracha, que veremos de seguida.
Com base na cor das cargas
Uma classificação muito simples baseia-se na cor das cargas e divide estas basicamente em:
Com base no poder reforçante
Esta classificação baseia-se no seu comportamento, sob o ponto de vista de poder reforçante e divide as cargas em:
Com base no tamanho das partículas
Esta classificação é baseada no tamanho das partículas e no princípio de “quanto mais pequenas forem as partículas, melhor será a carga do ponto de vista de reforço”, o que nem sempre é verdade. Segundo esta classificação, teremos:
Se o tamanho das partículas excede a distância entre as cadeias moleculares do polímero (logo depende do tipo de polímero), as partículas vão criar zonas localizadas de tensão, que se tornam mais críticas quando o polímero é sujeito a esforços de tracção ou de flexão, podendo provocar situações de rotura.
Com base na sua funcionalidade
É uma classificação mais moderna, que se baseia no comportamento das cargas, sob o ponto de vista de poder reforçante. Divide as cargas em:
Fig. 1 – Tipos de cargas quanto ao poder reforçanteComo se pode observar na figura, uma carga funcional – seja a carga do tipo A ou do tipo B, provoca sempre uma melhoria de uma determinada propriedade; apenas para níveis mais ou menos elevados de dosagem, a propriedade (ou propriedades) são enfraquecidas.
