A barita natural é um mineral cuja cor varia de incolor a cor branca ou por vezes colorido, com uma dureza de 3 a 3,5 na escala de Mohs, que cristaliza no sistema ortorrômbico. Quimicamente a barita é sulfato de bário, contendo como impurezas óxidos de ferro, de alumínio, carbonato de cálcio e sílica, das quais depende a sua cor. A barita natural micronizada é uma carga para borracha relativamente barata, dependendo o seu preço, em certa medida, do seu grau de brancura, da sua pureza e da sua granulometria. É uma carga inerte; o seu interesse é ainda menor se considerarmos a sua elevada densidade (4,5). O sulfato de bário precipitado pode ser obtido a partir do sulfato de bário natural, convertendo-o, numa primeira fase, em sulfureto de bário, por redução com carbono.
BaSO4 (sól.)+ 4 C (sól.) → BaS (sól.) + 4 CO ↑
O sulfureto de bário formado é solúvel em água; então, à sua solução aquosa é adicionado ácido sulfúrico, que faz precipitar o sulfato de bário formando-se na solução o ácido sulfídrico:
BaS (sol.) + H2SO4 (sol.) → BaSO4 ↓+ H2S (sol.)
Existem outras vias para a obtenção de sulfato e bário; numa outra via o sulfureto de bário obtido pela redução da barita é transformado em cloreto de bário, obtendo-se depois o sulfato, por precipitação, em meio sulfúrico, com uma solução de sulfato de sódio ou de sulfato de magnésio. O sulfato de bário precipitado por esta via é amorfo e possui um maior poder de cobertura. Em qualquer das vias seguidas, o sulfato de bário precipitado é depois separado por filtração, lavado, seco. O sulfato de bário obtido por precipitação é também conhecido por branco fixo.
