Devido às suas propriedades absorventes, as sílicas fixam uma parte do acelerador, pelo que é preciso prever este efeito, empregando doses devidamente acrescidas de enxofre e de aceleradores. Certos glicóis e aminas são utilizados para reduzir a taxa de absorção; estes materiais constituem os chamados activadores de carga. As sílicas provocam pois atrasos na vulcanização e aumentam o tempo de pré-vulcanização.
As sílicas precipitadas baixam a viscosidade e o aquecimento das misturas, pelo que facilitam as operações de elaboração e melhoram as características de reforço dos vulcanizados. As sílicas conferem às misturas uma rigidez ainda mais acentuada do que os caulinos e os negros de carbono EPC. As misturas muito carregadas são difíceis de trabalhar; por este motivo não se deve utilizar dosagens superiores a 50 PHR.
As sílicas precipitadas são, de todas as cargas não negras, as cargas mais reforçantes e as propriedades que conferem podem ser comparadas às propriedades conferidas pelos negros de carbono do tipo canal. As sílicas precipitadas, com partículas com diâmetros semelhantes aos negros de carbono, não atingem, contudo, o grau de reforço que estes conferem. Os módulos são sempre mais baixos; conferem boa resistência à abrasão; a resistência ao rasgo é boa – por vezes melhor que a obtida com negros de carbono; contudo, conferem fraca resiliência. Conferem também perda de flexibilidade aos vulcanizados fortemente carregados, devido ao aumento de rigidez atrás referida. As sílicas precipitadas são inertes aos ácidos e bases e não introduzem cheiros e sabor nos vulcanizados.
