Os plastificantes sintéticos possuem propriedades características, como todos os tipos de materiais. As suas principais características são as seguintes:
Vamos apenas analisar duas características também importantes no bom desempenho dos artefactos de borracha e que têm a ver com a perda de plastificante por efeito da temperatura (volatilidade), ou a extracção de plastificante por efeito do contacto do artefacto de borracha com determinados tipos de fluidos. As demais propriedades foram analisadas para outros tipos de matérias-primas ou em ensaios de artefactos vulcanizados e não vamos, por isso, repetir.
Muitos artefactos de borracha operam a temperaturas relativamente elevadas, muitas vezes – nas situações mais críticas – em regime permanente. Nestas condições, alguns dos ingredientes líquidos do composto de borracha terão tendência a perder-se para o meio envolvente (pode ser a atmosfera), visto serem atingidas tensões de vapor elevadas. Isso pode acontecer com o plastificante ou plastificantes utilizados. Essas perdas, de maior ou menor volume, corresponderão, no vulcanizado, a vários efeitos:
Muitos artefactos de borracha, quando em serviço, podem estar envolvidos por água ou outras substâncias químicas de natureza diversa (soluções ácidas ou alcalina, hidrocarbonetos alifáticos ou aromáticos, diversos tipos de solventes, etc.). Este contacto permanente entre os artefactos e estas diversas substâncias pode dar origem a um processo de extracção de plastificante (e, eventualmente, outros ingredientes do composto de borracha). Tudo depende da interacção entre o tipo de plastificante presente composto de borracha que constitui o artefacto e o tipo de substância em contacto.
A extracção de plastificante tem, na prática, como resultado, efeitos idênticos aos assinalados para as perdas de plastificante por efeito da temperatura. Esta, de resto, pode potenciar a cinética do processo de extracção de plastificante pelo fluido em contacto. Daqui resulta a necessidade do projectista saber as reais condições de serviço, para que o técnico de formulação desenvolva um composto de borracha que possa responder com eficiência, nas condições de serviço do artefacto vulcanizado.
