Tendo em vista as suas aplicações na indústria, os caulinos classificam-se em duros e moles. Os caulinos duros são constituídos por partículas de menor dimensão e maior superfície específica. Conferem módulos e resistência à tracção elevados e boa resistência à abrasão. As misturas não vulcanizadas apresentam uma boa resistência em “verde”, mas apresentam-se rígidas.
Os caulinos moles são constituídos por partículas de maior dimensão e menor superfície específica. Para níveis equivalentes de carga, conferem módulos e resistência à tracção mais baixos. O alongamento na rotura é superior e os vulcanizados apresentam uma boa flexibilidade. Para níveis de carga equivalentes, as misturas não vulcanizadas apresentam uma menor viscosidade, o que permite aumentar os níveis de carga e tornar o compostos mais económicos.
Além destes tipos convencionais de caulinos, existem actualmente os caulinos do tipo duro com a superfície modificada por silanos ou tratada quimicamente com aminas, o que proporciona uma melhoria substancial das propriedades obtidas. Existem também os caulinos calcinados, os quais possibilitam a utilização destas cargas na formulação de compostos para serem utilizados em processos de vulcanização em contínuo ou de injecção, que utilizam, normalmente, elevadas temperaturas de vulcanização. Com os caulinos convencionais, a água presente como humidade ou mesmo água de constituição constituiria um problema.
