Agentes de Superfície
De todos os Agentes Lubrificantes Externos que apresentamos, as amidas constituem a família dos agentes mais utilizados e, de facto, os mais eficientes. As amidas mais utilizadas como agentes lubrificantes são monoamidas derivadas de ácidos gordos, saturadas ou com uma insaturação. São as seguintes:
1. Monoamidas derivadas de ácidos gordos saturados:
Octadecanamida: amida derivada do ácido esteárico. Também designada por estearamida. Tem a composição C18H35ONH2. É uma amida primária.
Docosanamida: amida derivada do ácido beénico ou ácido docosanóico. Também designada por beénamida. Tem a composição C22H43ONH2. É também uma amida primária.
2. Monoamidas derivadas de ácidos gordos insaturados:
Oleamida: amida derivada do ácido oleico. Também designada por oleilamida ou por 9-octadecenamida. Tem a composição C18H33ONH2. É uma amida primária.
Erucamida: amida derivada do ácido erúcico. Também designada por 13-amida do ácido docosenóico. Tem a composição C22H41ONH. É uma amida primária.
Oleil Palmitamida: este tipo de amida resulta da reacção do ácido palmítico com uma amida derivada de ácido gordo – neste caso oleilamina. É uma amina secundária, com a composição (C34H66ONH).
No Quadro 7 são mostradas as características destes cinco tipos principais amidas.

(Clicar aqui para ampliar o Quadro 7)
As amidas primárias migram mais rapidamente do que as amidas secundárias. Mas apresentam limitações térmicas; são voláteis a temperaturas mais elevadas e as perdas originadas traduzem-se na obtenção de coeficientes de atrito não tão baixos como seria expectável.
As amidas secundárias possuem um melhor desempenho térmico e, por este motivo, são usadas a temperaturas mais altas. Contudo, migram mais lentamente do que as amidas primárias. Este facto permite obter um melhor controlo do coeficiente de atrito. Por vezes em combinação com amidas primárias.
Na Figura 8 são mostradas, relativamente às amidas constantes do Quadro 7, as fórmulas, estruturas moleculares e sua classificação (relativamente à saturação e tipo – amidas primárias ou amidas secundárias).

Figura 8 – Amidas: Fórmulas, estruturas e classificação
As amidas podem ser utilizadas também como auxiliares de processamento de compostos elastoméricos baseados em borracha natural e em borrachas sintéticas, tais como SBR, CR, EPDM, NBR, HNBR, XNBR, ECO e muitas outras.
Os níveis de dosagem recomendados variam entre 1 e 6 PHR.
